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A mãe não dorme

Mãe que não dorme e que vai trabalhar todos os dias com outros filhos, os alunos! Professora contratada, eternamente contratada! Subscrevam o blog e vamo-nos lendo por aqui!

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A mãe não dorme

12
Mai21

História da Menina que não queria lavar o nariz


Vera Garcia

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Maria Margarida, na terrível fase da teimosia e já acha que sabe tudo: quase 4 anos. 

Problema 1: alergias, rinite alérgica e, por conseguinte, ranho.

Problema 2: não queria limpar o nariz nem por nada!

Solução: a mãe inventou uma história eficaz!

Era uma vez uma menina tão teimosa, tão teimosa, tão teimosa, que não queria lavar o nariz! Todos os dias a mãe lhe dizia: "Mélinha, filha, vai lavar o nariz"!!!!...mas Mélinha não queria!

Um dia, quando a menina estava na casa de banho a fazer chichi, gritou assustadoramente! 

- Aaaaahhhhhhhhhhh!!!!!! Mãezinha!!!!

D. Amélia correu apavorada e, quando entrou na casa de banho, tinha nascido um nariz de porco na cara da Mélinha! Era um nariz de porco grande, de onde saiam grandes cabelos pendurados e enrolados, cheios de ranho e macacos! Um horror!!! Mélinha estava desesperada e chorava muito, mas a mãe teve uma ideia! Mélinha só precisava de esfregar bem o nariz com sabão e, depois, aconteceria a magia! E assim foi. A menina esfregou, esfregou tanto o seu nariz até ficar vermelho!!! De repente, assim que olhou para o espelho, o nariz de porco tinha desaparecido e o seu narizinho pequenino estava lá, mas desta vez todo limpinho!

A menina aprendeu que se deve lavar a cara todos os dias para não nascer um nariz de porco!

Vitória, Vitória, acabou-se a história!

 

Peppa pig retirada da net.

10
Mai21

O meu nome é Ninguém...o Mundo paralelo da esquizofrenia


Vera Garcia

   

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                              I

Corria o dia dez de Maio do ano de 1974 quando abriu os olhos pela primeira vez e observou o mundo estranho que a iria acolher. Nunca soube se realmente teria sido desejada ou se teria sido uma muleta para segurar um casamento que nunca deveria ter acontecido. Nunca soube se era verdadeiramente acarinhada pelo que era ou se recebia atenção e bom trato se se mostrasse ser o que não era, para agradar a seus pais, especialmente a ele, pai, seu modelo intocável de perfeição. Nunca soube se era verdadeiramente amada ou objecto de comparação entre ela própria e a sua irmã, também ela modelo de perfeição. Nunca soube, de facto, porque teria vindo ao mundo naquele ano conturbado de 74. Nasceu com o gene da incerteza, da indecisão, da vergonha púdica que lhe fora incutida, da diminuição que lhe impuseram. Obrigou-se a vestir-se de forte, mascarada de uma personalidade desconcertante, rude, altiva, soberba, introvertida e, subitamente, de gargalhada sonora e fácil...e frágil, tão frágil, que convinha não ver, não saber, não mostrar. Quando caminhava na rua, curvada para a frente, pelo peso da sua timidez, com medos e anseios, sua mãe repetia-lhe insistentemente que erguesse a cabeça, que caminhasse erecta, mesmo que os olhos se fixassem no chão. Não importava o peso atroz que suportava. Importava sim o que as pessoas poderiam pensar, se se cruzassem com ela na rua...

Hoje, naquela sala do hospital, sentada numa cadeira ao canto, curvada por uma vida de empurrões, os seus olhos fitam as pantufas que a irmã lhe trouxera no outro dia...já não sabe em que dia foi...nem sabe que dia é... talvez saiba que hoje faz 47 anos...talvez a mãe lhe tenha acabado de colocar à frente aquele bolo fofo de limão com duas velas...talvez hoje haja flores e se cantem os parabéns...de pescoço curvado para a frente, os seus olhos fitam as pantufas...talvez tenha sido um presente de aniversário...

08
Mai21

Veroca...


Vera Garcia

Ali no escuro, sentada na cadeira azul, enquanto adormecia a minha filha, fechei os olhos e inclinei a cabeça para trás. Ouvi a tua voz chamar-me "Veroca", naquele tom de açúcar, baixinho, com a suavidade igual à dos teus cabelos branquinhos, que pareciam seda...ouvi-te avô. E eu sei que é o meu cérebro que puxa a tua voz, para me apaziguar o coração, numa tentativa de nunca, nunca esquecer a tua voz. Vô...tu dizias que não há caminho bom que dure para sempre, nem estrada ruím que nunca se acabe. Agarro-me à tua voz e aos teus conselhos simples, de um homem simples e bom. Ultimamente, debaixo desta carapaça durona, bem desejo encontrar um pouco de caminho bom, sem atropelos, impasses, estagnação, buracos e demasiadas curvas. 

Recebe todo o meu amor por ti avô Quintiniano, onde quer que tu estejas.

06
Mai21

Acordo Ortográfico no Dia Mundial da Língua Portuguesa


Vera Garcia

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Língua Portuguesa, Pátria minha, Pátria nossa! Língua, a expressão dos falantes, que lhes confere identidade. Identidade de um povo. Código genético. Tínhamos a nossa identidade. Roubaram-na abruptamente. Motivos economicistas, políticos? Certamente, porque é o Deus Dinheiro que faz mover o Mundo, bem como a ignorância do povo, que tanto convém aos verdadeiros manda-chuvas. 

Acordo Ortográfico. Quem o acordou? Quem concordou? Quem o assinou? Quem assassinou a nossa língua mãe? Eruditos? Especialistas? Altos representantes da Linguística Portuguesa? Quem?

Conheci uma acordita, tão acordita, mas tão acordita que, não tivesse sido minha professora por um ano, diria que seria impossível tal personagem ser professora de português. Rezava o ano em que ingressei na minha Saudosa e Majestosa Universidade de Évora para tirar o complemento de formação em Inglês do 1⁰ Ciclo do Ensino Básico. A partir da primeira aula, fiz-lhe uma radiografia como aquelas radiografias que os alunos nos fazem! Também eu era, ali, aluna, mesmo sendo professora como ela e farta de trabalhar durante todo o dia com dez turmas do 3⁰ Ciclo...mas era minha professora e, como tal, a minha obrigação era estar atenta nas aulas. Todavia, a minha atenção desviava-se totalmente para este defeito que tenho de ter uma máquina de raios x na cabeça. Observava a sua insistência doentia na utilização do acordo ortográfico. De inglês aquelas aulas não tinham nada...mas eu já era de inglês, já tinha passado pelas AEC, 3⁰ ciclo, secundário, Educação Especial, Educação de Adultos, profissionais...com todo o respeito, porque tenhamos a humildade de termos sempre algo para aprender. Em pouco tempo percebi que aquela disciplina de língua portuguesa servia apenas para impingir o tal acordo ortográfico. Numa aula, já farta ad nauseam de a ouvir, comecei a questioná-la com determinadas regras gramaticais e que me explicasse os porquês daquelas "evoluções" nas palavras, sendo que era e continuo a ser uma desacordita total e tenho muito medo de começar a dar erros ortográficos à conta desta falácia. Enfim...não me conseguiu explicar absolutamente nada. Naturalmente a culpa deve ter sido minha...devo ser "poucachinha" como dizem aqui os Alentejanos...

No final, referiu orgulhosamente que tinha sido ela uma das grandes personalidades que assinou, com pompa e circunstância, o Novo Acordo Ortográfico.

Lamentável...e como professora, lamentável a sua prática, a sua didáctica que de pedagógica não tinha nada! Lamentável também a oportunidade de leccionar na Universidade de Évora...nem toda a gente sobe a pulso...

Não sei se ainda lá estará...espero que não, para o bem dos alunos. 

 

Imagem retirada da net.

04
Mai21

Cristina, Pipoca, vou ensinar-vos a fazer uma prendinha para os vossos filhos!


Vera Garcia

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Ainda a propósito da coisa mais despropositada e ignorante que ouvi ultimamente, venho aqui contar-vos o que vários alunos (turmas inteiras) me disseram ontem e hoje. Passo a citar, porque a frase foi exactamente igual em várias escolas: professora, a minha mãe gostou muito da prenda do Dia da Mãe!

E isso, para mim, devia ser escarrapachado na cara destas socialites, de pensamento oco!

Tenho pena de não ter aqui uma foto deste trabalhinho miserável, que não serve para nada, para que vissem a coisa mais básica que se pode fazer! Constava de um desenho deles próprios com 3 fios de balões em forma de flor, feito em papel de lustro. Em cada flor, escreveram uma palavra sobre a mãe, em inglês. No fim, ao canto da folha constava apenas um "I love you, mum!". O resto da folha estava em branco. Alguns decoraram como quiseram. Outros, deram destaque apenas à imagem de um menino ou menina a segurar 3 balões. 

Não serve para nada. Foi feito numa hora, mais ou menos. Deve ser bom para atear a lareira das socialites. Não faz mal..."menos é mais", ensinou-me uma actriz de teatro, certamente mal tratada pelo sistema, totalmente desconhecida em comparação a estas personalidades.

A criança com os balões fez levitar de amor os corações das mães e dos filhos e, certamente, houve abraços e beijos. 

Cristina, Pipoquinha, isto chama-se sensibilidade e coisas normais entre mães e filhos! Façam um desenho e ofereçam aos vossos filhos! Eles vão gostar e talvez pendurem no quarto deles! (Que horror, que falta de estética...)!!!

Aqui da teacher contratada, que ganha esmola ao pé do que vocês ganham para estarem a fazer figuras tristes...!

 

Imagem retirada da net.

03
Mai21

Cristina Ferreira e Pipoquinha Doce, tenham vergonha!


Vera Garcia

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https://www.facebook.com/100001218900803/posts/4269559803094608/

Pergunto-me como é que pipoquinhas doces desta vida, que começam na net por dizerem balelas, passam para a tv e fazem comentários sobre big brothers e outras que se acham as mais poderosas, as mais esganiçadas e não olham a meios para subir, subir...têm o desplante de comentar em directo o trabalho de crianças, educadores, professores e auxiliares, feito com a maior dedicação e amor para o Dia da Mãe? Como é que é possível que esta gente se encha de milhões nas contas bancárias, contrariamente aos salários miseráveis de todos os profissionais de educação? Que mães são estas que criticam os trabalhos simples que estas crianças fazem unicamente com o intuito de agradar o pai ou a mãe? Ou a avó ou o avô quando, por grande infelicidade, são abandonados pelos seus progenitores ou quando um deles morre? Será que estas fúteis não percebem que a vida e os sentimentos das crianças não giram em torno de lantejoulas, sapatos e malas de estilistas, jóias e botoxes? Os sentimentos das crianças giram em torno do amor e esse não tem preço, nem forma. A mais pequena criação, a mais simples dádiva não tem que ser perfeita na sua forma, não tem que ter qualquer valor monetário. É feita com amor e isso não se paga, nem tem prazo de validade! 

A futilidade não enche o coração. 

 

Imagem retirada do google.

03
Mai21

Ser mãe?


Vera Garcia

 

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Ser mãe é trabalhar o turno todo do dia e ter a sua noite terminada às 4.30 da manhã e, mesmo assim, continuar a trabalhar no dia seguinte um bocado amolgada, mas tem de ser. Por quem? Por eles, os filhos. Ser Mãe é ter uma resistência do caneco, nem se sabe bem como, mesmo que a paciência falte mil vezes! Por quem? Por eles, os filhos! Ser Mãe é fazer isto tudo multiplicado pelo infinito, diariamente, todos os dias da nossa vida, com noites interrompidas, por um motivo ou por outro, desde que eles nascem até ao dia em que nos formos...

Ser Mãe é ser Vida e Casa, ponto de partida e regresso. Ser Mãe é isto tudo e mais alguma coisa!

Feliz Dia da Mãe, que foi ontem, mas ontem a minha filha não me deu tempo de escrever. Afinal, dia da Mãe é mesmo todos os dias!

26
Abr21

Vida precária dos Terapeutas no sistema educativo


Vera Garcia

bfea38_5c397397f05147dca00360ad1f1ab1d6.pngJá o tinha visto por lá. Atravessava o pátio com uma criança de cada vez e ia para a sala dos apoios. Percebi que era terapeuta da fala. Simpático, adivinhava-se uma cara sorridente por detrás da máscara. Eu ia passando, sempre à pressa, de uma sala para outra, aproveitando o intervalo para ir ao café da esquina respirar sem máscara, pelo caminho, sem me cruzar com ninguém. Mas hoje, hoje foi diferente. Grande parte deste momento sagrado foi passado na sala dos apoios, a fazer flores de papel para o dia da mãe. De repente, entra este rapaz. Penso que deve ter a minha idade, 38, ou mais velho, provavelmente. Meteu conversa, tratou-me por você. Respondi-lhe e tratei-o por tu, porque na escola, terapeutas e professores remam para o mesmo lado. Perguntou-me se tinha filhos, e eu disse-lhe que sim, uma sardanisca de três anos. Disse-me que também tinha, uma de quatro e outra de um ano. "Elas dormem?" - perguntei-lhe eu. "Agora, quem me dera! Levanto-me várias vezes de noite para ir fazer o biberão do leite. A mãe fica com a mais pequenina ao colo para ver se adormece. A mais velha acorda e começa a chorar também. Tenho dias que nem sei...e depois pego no carro de Alverca para aqui e faço dois Agrupamentos". Senti-me solidária para com ele e calcei-lhe os sapatos de imediato, pois conheço-lhe o desespero da privação do sono. E depois faz cerca de 160 km por dia, mais uns tantos quando passa para o outro Agrupamento em Lisboa. A maior parte dos Terapeutas da Fala trabalha com horários incompletos. Conseguem uma colocação por currículo e entrevista o que, por vezes, pode gerar casos muito dúbios...

"Como é que aguentas esta pedalada toda com duas pequeninas que não dormem, nem te deixam dormir?"...Sorriu, encolheu os ombros, fitou-me e respondeu-me "Tenho de lhes dar de comer". 

Fala-se tanto e com toda a razão sobre as condições precárias e agonizantes dos professores contratados, mas pouco ou nada se fala sobre as mesmas condições dos Terapeutas no sistema educativo.

Por que é que neste país se maltratam os que de nós cuidam e os que nos ensinam? 

24
Abr21

A condição da Mulher no pós 25 de Abril


Vera Garcia

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Hoje era para ter estado presente numa conversa, que se queria informal, sobre a condição das mulheres antes e pós 25 de Abril, numa iniciativa da Câmara Municipal de Vendas Novas, minha terra. Duas mães e as suas respectivas duas filhas...mas deixei a minha mãe sozinha, pois a minha condição foi ter estado de turno maternal durante toda a noite e, de manhã, a minha energia era totalmente nula e a cabeça parecia estoirar.

Sendo tão breve quanto possível, apraz-me dizer agora algumas poucas coisas acerca dos direitos das mulheres que continuam por concretizar. A mulher continua a ser submissa e jogada ao escrutínio de uma sociedade maioritariamente machista, que continua a condenar a mulher que ousa ter os mesmos padrões comportamentais dos homens. Se os tiver, é puta. É puta na boca dos homens e é puta na boca das próprias mulheres. A mulher continua a renunciar posições de chefia, cargos que exijam mais tempo e disponibilidade porque tem filhos e, por conseguinte, tem de ter tempo para trabalhar, voltar para casa, tratar dos filhos e da sua educação, das roupas, da limpeza da casa, etc. O homem, contrariamente, limita-se a cumprir o seu horário de trabalho e a desempenhar algumas tarefas em casa, muito inferiores às que a mulher desempenha. O homem não hesita em aceitar cargos de chefia, não hesita em estudar, não se coloca em segundo plano tão facilmente quanto a mulher. É um sistema igualitário? Não é. O homem continua a auferir salários superiores à mulher. A mulher continua a ser despedida ou a não ver o seu contrato de trabalho renovado se estiver ou pensar vir a estar grávida. É um sistema igualitário? Não é. A mulher continua a ser vista como objecto sexualizado, muitas vezes vítima de assédio no próprio local de trabalho, calada por vergonha e medo. Sistema igualitário? Não. 

Abril abriu as portas, como disse o saudoso Ary. O caminho ainda é longo. Caminhemos de cabeça erguida, sem medos.

 

 

Imagem retirada da net.

22
Abr21

A minha filha é um Tornado! Os terríveis 3 e meio!


Vera Garcia

Não sei se este blog se devia chamar A mãe não dorme, A mãe não pára ou A contratada só reclama...seja lá como for ou se for isto tudo ao mesmo tempo, tenho a dizer-vos que gosto da casa de banho. É para lá que fujo de fininho, falo sozinha e digo palavrões à minha vontade, mesmo que a minha liberdade dure escassos minutos...!

Os famosos terríveis  2 anos ou os terríveis 3 anos ou os insuportáveis 4 anos...mas será que existe os calmos qualquer coisa?...a julgar pelo andamento da carruagem, começo a acreditar que não. Hoje, desde que se levantou até se deitar contei à volta de 7 birras, à excepção das horas que passou no jardim de infância. E não foram 7 birras! Foram 7 tornados! 1⁰ tornado ao levantar: não quero tirar a fralda! 2⁰ tornado: não quero essa blusa! 3⁰ tornado depois da escola: não quero ir para casa! 4⁰ tornado: eu quero o pai! 5⁰ tornado: não quero ir ao supermercado! 6⁰ tornado: não quero tomar banho! 7⁰ tornado: não quero jantar!!! E durante os tornados todos, ouviu-se o vento uivar com fortes rajadas afincadas de um "DEIXA-ME EM PAAAZ"!

O furacão chama-se Margarida. Cuidado com este nome. Não se iludam pela sua delicadeza aparente....!

F.........!

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