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A mãe não dorme

Mãe que não dorme e que vai trabalhar todos os dias com outros filhos, os alunos! Professora contratada, eternamente contratada! Subscrevam o blog e vamo-nos lendo por aqui!

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A mãe não dorme

02
Mar21

O Patrão e os empregados


Vera Garcia

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Começo este texto com a frase que sempre digo: o patrão  gosta de ver os seus empregados à briga. Andam entretidos e divididos nas suas quezílias diárias, alheios ao que se passa à sua volta. O patrão tem medo quando os seus empregados se juntam e se voltam contra ele. Nós somos os empregados do Ministério da Educação e há anos que deixamos passar os dias numa cegueira colectiva. Mais facilmente criticamos o nosso parceiro de profissão em vez de agirmos contra quem nos desrespeita diariamente: o nosso patrão. Esta reflexão não serve para criticar os meus parceiros de profissão, que muito estimo, pois estamos no mesmo barco à deriva. Este texto serve sim como incentivo a uma única coisa que já deveríamos ter feito há muito tempo - não dependermos de forças sindicais para vermos os nossos direitos serem concretizados. Bem sei que os sindicatos existem para defenderem os interesses das classes profissionais. Neste momento, não chega. Tenho para mim que é necessário um movimento cívico, um movimento de cidadãos professores que lutam pelos seus direitos, que exigem ser ouvidos por todos os grupos parlamentares e que exijam uma resposta clara por parte deste Ministério de Educação, relativamente a vários aspectos que nos envergonham, enquanto indivíduos trabalhadores, enquanto educadores de gerações deste país. 

Comecemos pelos professores contratados, categoria na qual me insiro. Contratados de longa duração continuam à espera de leis-funil de travão, que têm sido entrave para muitas vidas. Contratados que continuam a trabalhar longe da sua área de residência, sem beneficiarem de qualquer ajuda de custo (contrariamente a todos os ministros e deputados). Contratados que ainda se sujeitam a aceitar horários incompletos e absurdos, como quem aproveita migalhas, como quem precisa do pão para a boca. Contratados, cujas vidas familiares são hipotecadas em prol de dias de serviço, que nunca chegam, que ficam sempre aquém para chegar a um lugar no quadro. Somos contratados de dez, quinze, vinte e mais anos. Somos necessidades temporárias? Somos descartáveis? Não fazemos falta? 

Falemos dos quadros. São aquelas pessoas guardadas no congelador, para ver se não envelhecem, pois não se podem reformar! Também têm os recibos de vencimento congelados há anos, sempre no mesmo escalão.  

Há tempos, houve quem se revoltasse com um colega que apelava ao não uso do computador pessoal para o Ensino à Distância. Pois eu cá compreendo o grito de revolta deste colega, que é o nosso, mas que não tivemos coragem de admitir! Por medo das direcções? Por comodismo? Por realmente acreditarmos que tinhamos de ajudar o país num momento difícil como este?... 

Entretanto, aparece uma senhora burguesa, que vem falar de burguesias alheias, cuja burguesice desconhece e vem meter a pata na poça que não lhe pertence! Ora, eu só falo do que conheço. A mais não arrisco, se não corro o risco de ser daquelas criaturas cheias de razão que falam de tudo e de todos. Não! É que estes "burgueses", senhora, são burgueses pobres, que já são taxados diariamente cada vez que têm de emprestar o seu material para prestar serviço ao país ou que, literalmente, pagam para trabalhar (aqui, inevitavelmente, falo dos contratados). A senhora burguesoide não merece comentário. Deve, primeiramente, inteirar-se do que fala ou manter-se nas suas economias.

Termino o texto da mesma forma com que o comecei: o patrão gosta de ver os seus empregados à briga. O patrão tem medo quando os empregados se juntam todos e se voltam contra ele. Se eu fosse cartoonista, desenharia um patrão anafado, que esfrega as suas mãos, mostrando os dentinhos entre risinhos sarcásticos, enquanto observa os seus empregados sobrecarregados de trabalho, entretidos com disputas entre eles.

Convidava a que cada um de vós pensasse num único direito que nunca foi ouvido, nem concretizado.Sim, a balança está desiquilibrada entre os direitos e os deveres. A palavra que impera é  "quando". Quando é que nos vamos unir, sem olhar a umbiguismos, comodismos ou ceder a medos, sem confrontos internos, e avançarmos todos na mesma direcção, pelos direitos de todos? 

Vera Garcia, professora contratada há 15 anos, e não me venham dizer que falo de utopias. 

01
Mar21

Sei onde deste a aula na semana passada...!


Vera Garcia

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Aqui vai um texto rapidinho sobre a loucura das aulas online e do trabalho que nos dá a triplicar, quando o computador já deu o que tinha a dar e quando temos que cuidar de filhos pequenos ao mesmo tempo : ir com o computador para a casa de banho, sentar-me numa cadeirinha pequenina e esperar que a minha filha fizesse cocó no bacio, enquanto explicava a pergunta/resposta "Do you like carrots? Yes, I do/ No, I don't! ... Felizmente o Teams tem filtros e coloca fundos falsos...

...

12
Fev21

Por detrás da câmera está outra realidade...


Vera Garcia

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Ele é uma criança franzina e tem oito anos. Frustra-se rapidamente e não sabe lidar com isso. Chora, amua, faz recusa em trabalhar. Contrariamente, por vezes, é um tanto obsessivo com a perfeição, levando imenso tempo para realizar uma tarefa. À mínima falha ou erro, desaba. Por vezes, é conflituoso com os colegas no recreio e reage muito mal quando chamado à atenção. 

Esta semana, numa das sessões da parte da manhã, com uma turma de 3⁰ ano e, à excepção de dois ou três, os alunos já estavam com os microfones desligados. De repente, a mãe deste menino, totalmente enervada, desata a gritar com ele porque tinha mais do que fazer e que ainda tinha outro filho noutra aula, noutro computador  (sabendo que o microfone estava ligado), bradando em altos decibéis vocabulário totalmente descabido, entre os alhos e os bugalhos e referindo-se a mim como "é esta a gaja de inglês?"... Sim, sou eu minha senhora, não a gaja da taberna ao lado, mas a professora de inglês do seu filho. Não tive tempo de responder, porque a senhora bateu com a porta. Tive tempo, sim, de pedir aos alunos para que tivessem sempre os seus microfones desligados, de forma a que ninguém ouvisse o que se passava nas suas casas. Nenhum deles se riu. Baixaram o olhar, com benevolência e uma certa pena daquele colega que havia passado pela vergonha da sua própria mãe se portar assim, à frente de todos.

Se esta senhora é assim, à frente das câmeras, como será em privado?

Embora não as aceitando, ficaram justificadas as atitudes desta criança em sala de aula dita "normal". Tive vontade de enfiar os braços pelo monitor adentro, agarrá-lo e puxá-lo dali para fora!

Comecei a aula, tranquilamente...e ele interrompeu-me o tempo todo, tal como me interrompe dentro daquela sala com chão de tijoleira desgastada pelo tempo. E eu sei que ele só quer atenção. E, certamente, se eu pudesse, ter-lhe-ia dado apenas um abraço, pois é disso que ele precisa, acima de tudo.

Muitos são os ditados populares que expressam a ideia de que a criança, geralmente, é o reflexo de quem a cria. "Os filhos não saem às pedras da calçada" e há sempre um "porquê" por detrás de certas reacções ou atitudes que vivenciamos diariamente na sala de aula. Por vezes, caimos no erro de criticar a atitude, com uma cara feia ou um ralhete pronto a sair. Não sei se é erro ou se é apenas uma reacção imediata à forma como nos tratam ou tratam os seus pares. O regime não presencial e à distância veio revelar muitas verdades escondidas, que nos envergonham e, essencialmente, nos preocupam. Um pai/mãe educado gera sempre filhos educados; um pai/mãe rude gera sempre filhos rudes. Não são verdades universais, há muitas excepções mas...é algo que se verifica significativamente. Algumas vezes ouvimos aquela pergunta desesperada "Não sei a quem ele sai! Não foi a educação que lhe demos!". E não, nem sempre as classes sociais justificam os comportamentos. Já tive alunos tão carenciados e tão educados e humildes. Já tive outros, com tanta fartura, com conhecimentos de quem tem acesso a várias ofertas culturais, mas tão prepotentes. Não sou psicóloga, portanto faltam-me bases científicas para atestar o que escrevo. Falo do que vejo. É um conhecimento empírico, de sala de aula. Uma criança precisa de tão pouco para ser feliz. Só precisa de ter amor, higiéne, roupa limpa para vestir, não passar fome, ter um brinquedo e ter um ambiente calmo dentro da sua casa. 

 

Imagem retirada do google.

10
Fev21

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Vera Garcia

09
Fev21

Sobre a autonomia das crianças nas aulas online


Vera Garcia

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Há questão de uma semana, recebi um email da Educadora da minha filha que solicitava que os pais deixassem os seus filhos (os mais velhinhos) no computador, sem estarem sentados ao lado deles. O motivo? Autonomia. Falo de uma Educadora de Infância que, obviamente, trabalha com crianças dos 3 aos 5 anos. E sabem uma coisa? Estou inteiramente de acordo com esta posição. À excepção das crianças muito pequenas, com 3 anos, por exemplo, pouco autónomas e que exigem ainda a presença constante do adulto, ou de crianças que tenham manifestamente problemas de aprendizagem e que precisem de um apoio mais individualizado durante as sessões, é absolutamente desnecessário e prejudicial que os pais se coloquem o tempo todo, refiro novamente - o tempo todo - ao lado dos seus filhos, durante as aulas. Depois, como em nada estão a promover a autonomia dos seus filhos, ainda interrompem a aula, respondendo na vez dos seus educandos ou dando palpites sobre como o professor deve ou não conduzir a sua aula. Absurdo e prejudicial. Com todo o respeito, esta situação verifica-se frequentemente no primeiro ciclo. Resultado? À primeira resposta errada, e como tem o pai ou a mãe ao lado, a criança chora. Caríssimos pais, certa de que serei alvo de críticas por estas palavras e, como mãe, também tenho tendência para ser assim, convenhamos que os nossos filhos, quando estão na escola, também não estão connosco. Não generalizo a situação, felizmente, mas acontece e sabemos que sim. Na escola, professores e auxiliares promovem a autonomia das crianças. Nestas sessões à distância, aquele momento, é unicamente dos alunos e do professor. Que se ressalvem, novamente, as excepções de crianças que precisam efectivamente de reforço e apoio constante. As crianças de hoje em dia são muito mais autónomas e desenrascadas tecnologicamente do que nós, adultos. Não há desculpa. E, quanto aos trabalhos, os alunos que não necessitem de apoio devem fazê-los sozinhos e serem responsabilizados por isso. O resto, cabe ao professor. Autonomia é a palavra. 

Imagem retirada do google.

08
Fev21

Então, correu benzinho, correu?


Vera Garcia

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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2021

Não vou dizer mal, nem reclamar, aviso já! Também não vou falar dos cabelos em pé por causa da relação pais-teletrabalho-filhos-aulas online- fazer comida- meter uma a fazer cocó-dar um chocolate para ver se se cala - o almoço ser batatas com grão, ovo e atum e toca a despachar, não! Não é nada disto! O meu episódio desta série é muito mais original! Primeiro dia de aulas online, na plataforma Teams. No ano passado habituei-me ao Zoom, instalei o Whatsapp pela primeira vez e descobri mil e um canais de chat e funções e coisas dessas. No problem. Não me estou a queixar, antes assim agora, e o futuro passa por aqui e não pela minha cromice de só ver livros à frente e de ainda ter o hábito de escrever os rascunhos à mão, numa caligrafia tombada e por vezes imperceptível mas, mil vezes mais bonita do que estes caracteres digitais...enfim...o primeiro dia de aulas da segunda temporada da série Lost in Covid poderia ter sido um sucesso, poderia...

Os velhos hábitos do liga e desliga microfones, do não escrever nos documentos que estou a apresentar (azelhice minha), do não consigo entrar, não consigo ouvir, é a net, é a ligação, pára quieta, isto não é o baile dos bombeiros, nem a matiné de Sábado à tarde...como se diz na minha terra, é tinto! Contudo, a meio de uma aula da parte da tarde e, depois de finalmente todos terem entrado, começou-me a cheirar a queimado. Seria o computador relativamente novo (mas que não presta para nada, fui enganada ou então sou uma naba)? Ainda assim fui cheirar debaixo da mesa, ao pé dos fios, mas não...o esturro não vinha dali! Continuei a aula, cheirou-me a fumo! Uma aluna atenta disse "ai professora, o que se passa aí?" Foi o tempo de eu saltar da cadeira e fugir de casa! A porta da salamandra deu um estoiro e jorraram baforadas e baforadas de uma fumaceira cerrada e insuportável, que inundou a casa toda e saía pelas janelas! A minha gaiata de três anos fugiu de casa para o quintal a chorar, e a aula dela era daí a meia hora! A minha ficou "pendurada" e a teacher desapareceu no nevoeiro ou no "fumeiro"...que nem D. Sebastião, mas ao contrário!... 

E o vosso dia, correu benzinho, correu?!...

 

05
Fev21

Quanto é que vai pagar aos contratados, Sr. Primeiro Ministro?


Vera Garcia

À atenção de todos os contratados...

Sendo curta e grossa e indo de chofre, gostaria de saber quanto é que vai custar a utilização do meu material informático? Agradeço a amabilidade do não cumprimento de promessas feitas no calor da pandemia. Não faz mal! O meu computador está lento, mas tem de dar para o gasto. Também não estou a reclamar de estar em casa a trabalhar. Pelo contrário, agradeço deixarem-me contribuir para que haja menos infectados nas estatísticas. Foi uma medida acertada, mas atrasada, como sempre. Eu até sou mais ou menos bem mandada, mediante de quem manda ou sabe ou não mandar. Até sou tolerante, aguento, compreendo, facilito, pago, contribuo, trabalho, pago, disponho, pago...e, por falar novamente em pagar...há tantos anos a pagar deslocações à pesca de dias de serviço, como quem apanha migalhinhas do chão, há tantos anos a dar dinheiro às oficinas pelo desgaste dos carros (sim, já houve um que lhe deu o fanico final), então...Sr. Primeiro Ministro, Sr. Ministro da Educação, querem saber o valor da minha factura? Não, não é um computador novo. Não, não são uns pneus novos (se bem que até dava jeito, que estes já estão carecas...). O valor em dívida, meus caros, são 16 anos a leccionar ininterruptamente, sem passar da cepa torta, sem perspectivas de nada, a almejar uns três anos de contratos sucessivos anuais e completos para MERECER subir meio degrau de qualquer coisa. Merecer? À luz de uma lei injusta, uma lei de funil, de travão? Tem sido um travão, tem...e um entrave! Depois de 16 anos a servir de pau para toda a obra, ainda tenho de provar mais alguma coisa que me faça merecedora? Agradeço os Muito Bons que tenho tido ao longo destes anos! Obrigada! Servem para quê? Talvez para me alimentarem o ego, uma pancadinha nas costas! Agradeço ao PCP a consideração pelos contratados com a nova proposta de lei. Contudo, quase que lhe sinto o cheiro a mofo que terá, por ser posta dentro da sua gaveta, Sr. Primeiro Ministro.  

Quanto é que nos vai pagar, a nós, contratados de longa data, Sr. Primeiro Ministro?

Vera Garcia, Professora Contratada há 16 anos, com habilitação profissional para os Grupos de Recrutamento 300, 330, 910 e 120.

Não apresentei a conta ao Sr. Ministro da Educação por inexistência do mesmo.

Imagem retirada da net.

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02
Fev21

Da porta para dentro...!


Vera Garcia

De repente, vimo-nos obrigados a esconder a boca e o nariz atrás de uma máscara, sob pena de adoecermos e irmos parar a uma cama de cuidados continuados. De repente, após um longo estágio de confinamento em Março passado, abriram-nos a porta do capoeiro e, um pouco a medo, lá fomos saborear de novo os breves instantes de uma pseudo-liberdade, no Verão...e ousámos ir à praia e até a uma esplanadazinha, sempre desconfiados se os vizinhos da mesa do lado tinham máscara ou se estavam a falar para cima de nós. Passou o Verão e continuámos a brincar ao "vai ficar tudo bem", enchemos os centros comerciais, ficámos nas filas da Zara e comprámos os presentes de Natal. Se em Março passado nos voltámos para os pães e bolos deliciosos, agora que o estágio acabou, fomos empurrados novamente para dentro do capoeiro e fecharam-nos a porta. Agora já não há bolos e pães, porque as lojas de roupa estão fechadas e já não há pares de calças que aguentem fechar o botão! Agora há dietas...assim como assim, temos de estar em casa...se nos der a tatarinha de falta de açúcar ou hidratos de carbono, temos sempre o sofá à mão! Alguns...

Agora já não andamos todos de pijaminha, quentinhos e fofinhos e cheinhos de amor pela mulherzinha, maridinho e filhinhos! Quase que aposto que em muitos lares deste Portugal a fora, devem vivenciar-se autênticas cenas do filme A Guerra das Rosas! Estás a roncar! Vira-te para lá! Não consigo dormir! Já estás a comer outra vez? Deixas tudo espalhado! Aqui ninguém é criado de ninguém! Vai arrumar a casa de banho! Outra vez a fazer birras?? Quem é que te mandou estar a comer chocolates outra vez? Riscaste o sofá? A parede?? O que é  que estão pedras a fazer dentro da sanita???... Agora estamos sempre prontos a arranjar desculpa para termos cinco minutinhos sozinhos, para respirar, dizer uns palavrões ou correr ali atrás da casa, sem ouvir ninguém!

E a tv? Daqui a nada andamos todos a xanax à conta dos telejornais e do facebook, que não é melhor. Uma coisa é mantermo-nos informados. Outra coisa, é o massacre constante das TVs com a situação caótica nos hospitais, o número de mortes, etc, etc, etc. Informar, sim. Massacrar, não. Já estamos perigosamente deprimidos. 

Reparem no olhar daqueles com quem se cruzam quando vão às compras...debaixo daquela máscara vai um trombil digno de elefante! Falo pelo meu...

Este texto é uma farsa, um pagode à la Gil Vicente, para esconder as agruras que este malvado bicho nos tem provocado. As vidas que continua a ceifar e a capacidade que tem em nos endoidecer...a ele, só lhe desejo uma coisa: que seja esmagado e que arda na quinta casa dos infernos! Porra!!!

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Imagem retirada do google.

31
Jan21

Antimatéria


Vera Garcia

A solidão tem ausência de cor, sabe a vazio e é fria. A solidão ainda é mais solitária quando tens alguém à tua volta, mas tu sentes-te como um transeunte desconhecido. A solidão é antimatéria.

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