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A mãe não dorme

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A mãe não dorme

29
Out20

Alunos com NEE "expulsos" da escolas aos 18 anos


Vera Garcia

https://www.jn.pt/nacional/deficientes-expulsos-do-sistema-aos-18-anos-12881360.html?fbclid=IwAR1hKzD2JJ5m9rxzlT1s9YRc0KCle6mlNyJHH9-h5RwdzR23DHvh0-ACViA

https://www.facebook.com/A-mãe-não-dorme-100334938526687/
Esta notícia é do início do mês de Outubro, mas não é isso que interessa. O que realmente importa frisar é que os jovens com Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente, ou seja, para o resto da vida deles e das suas famílias, são obrigados a deixar a escola e ficam completamente ao abandono por parte deste estado de direito, do governo ou do que se pretenda chamar, entregues às suas próprias famílias, quando têm a sorte de as ter. Na escola, estes jovens beneficiam de terapias e de acompanhamento especializado por parte de professores de educação especial e de técnicos das mais diferentes valências. Entre outras, falo de jovens com autismo, paralisia cerebral, etc. Alguns, se não a maioria, são provenientes de famílias que não têm suporte financeiro para pagar a uma instituição que os acompanhe dignamente e que não os deixe regredir nos poucos mas tão importantes passos que conseguiram dar na sua autonomia, na sua estimulação cognitiva, motora, sensorial. Na maioria dos casos, há um elemento do agregado familiar que deixa de trabalhar para poder acompanhar o seu filho ou filha, em casa. Vivem/sobrevivem com dificuldades. Estes jovens são, mentalmente, crianças. No entanto, são adultos fisicamente e os seus pais e avós envelhecem também e, a força física e psicológica que existia outrora, começa a dissipar aos poucos. Instala-se a angústia, o despero, o cansaço mas ao mesmo tempo o amor por eles nunca diminui. Só a preocupação é que aumenta. A preocupação e a angústia de os imaginar, daqui por uns anos, neste mundo, quando os seus avós e os seus pais já cá não estiverem. O que será deles? Alguém se preocupa com eles??? Eu vejo milhões serem enterrados nos cofres e bolsos de corjas que nos vão chupando até ao tutano e depois...onde há para quem realmente precisa? Por que é que nunca há? Por que é que se admite que haja um corte frio e seco, aos 18 anos, entre a Escola e a Vida Activa destes jovens? E, depois, há os subsídios da treta, que não chegam para a alimentação, vestir, calçar, pagar terapias tão essenciais para a qualidade de vida deles e das FAMÍLIAS. Falam-se em reformas disto e daquilo, mas não se fala numa ponte, numa continuação de apoio e de suporte a estas pessoas e às suas famílias para o resto da vida. A diferença continua a ser escondida e ignorada e os dias passam, sempre iguais para aqueles que nunca podem, pois não nasceram em berço de ouro.

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